quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Como seria chegar a Plutão se estivesse a bordo da New Horizons? A NASA mostra-lhe

A agência espacial norte-americana publicou um vídeo onde recria a chegada da sonda New Horizons a Plutão, partilhando uma perspetiva animada da aproximação ao planeta anão.
A animação usa imagens reais recolhidas pela sonda e mostra a perspetiva que foi possível recolher a partir da sonda na aproximação a Plutão, objetivo da missão que atingiu o seu ponto alto no dia 14 de julho.
Claro que a velocidade real de aproximação da sonda ao planeta anão é diferente daquela que pode ser observada no vídeo: cada segundo no vídeo corresponde a 30 horas da missão real, até à aproximação. Nessa fase, cada minuto são na verdade 30 minutos.
Cores e tamanhos dos elementos representados também foram ligeiramente alterados para melhorar a experiência 3D que se queria proporcionar a quem assistisse ao vídeo, mas à parte disso o que se mostra é o que a própria sonda pôde registar . O vídeo termina com a sonda a afastar-se.
A missão da New Horizons foi planeada durante décadas e assume uma relevância especial pelo facto de ter permitido recolher informação numa zona do universo pouco explorada até hoje.
A sonda pode continuar no espaço por mais duas décadas. Em 2019 poderá ser usada para uma nova missão. Os cientistas que desenharam a New Horizons escolheram a rocha 2014 MU69 como próximo objeto a observar.
O corpo celeste está a 1600 milhões de quilómetros de Plutão, localizando-se na Cintura de Kuiper. Foi identificado pelo telescópio Hubble no ano passado e reúne as condições (sobretudo em termos de distância) para poder ser o próximo passo da missão, embora a NASA ainda não tenha tomado uma decisão final sobre o assunto.
A New Horizons foi desenhada para conseguir chegar (e comunicar com a Terra) até distâncias muito superiores àquelas que nos separam de Plutão. Falta avaliar questões relacionadas com os custos para definir se a New Horizons vai mesmo explorar a PT1, como já é conhecida, que tem 45 quilómetros de diâmetro e 1% do tamanho do planeta anão.

Entretanto veja ou reveja algumas das imagens que têm marcado a missão New Horizons.






domingo, 23 de agosto de 2015

NASA quer levar o seu nome a Marte na próxima missão

Na próxima viagem espacial a Marte a NASA leva na bagagem nomes de entusiastas da aventura espacial. Pode inscrever o seu na viagem até 8 de setembro.

O veículo espacial que centra a próxima missão ao planeta vermelho é o InSight Lander, que transportará os nomes que se inscreverem no site da agência espacial norte-americana num microchip.
Para participar vá ao site da NASA e inscreva-se, partilhando alguns dados. Como não é a primeira vez que a agência realiza uma iniciativa do género, quem já aderiu antes conta agora com um registo facilitado.
Por cada viagem que "fizer" com a NASA acumula milhas no passaporte, garantindo um estatuto de passageiro frequente semelhante ao concedido pelas companhias aéreas aos clientes fidelizados, mas aqui para viagens virtuais.
A primeira oportunidade para levar o nome ao espaço foi concedida pela NASA no ano passado, no âmbito da missão de testes com a sonda Orion. Participaram 1,38 milhões de entusiastas. Esta segunda viagem colectiva começa em março do próximo ano.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

NASA garante que estamos seguros em setembro. Não há um asteroide prestes a colidir com a Terra

É uma boa notícia, que a própria NASA quem se sentiu na obrigação de falar do tema, que nas últimas semanas alimentou rumores que se espalharam pela Internet. Esclarecimento da agência mostra que podemos começar a fazer planos para o Natal.

Vários sites e BLOGS têm divulgado nas últimas semanas que em setembro um asteroide vai colidir com a Terra e provocar danos massivos. O rumor atingiu tais proporções que a NASA decidiu falar sobre o assunto e garantir que não há motivo para alarme.

"Não há qualquer base científica - uma única evidência - de que um asteroide ou qualquer outro objeto celestial vá colidir com a Terra". A garantia foi dada por Paul Chodas dos laboratórios da agência em Pasadena. "Se houvesse um objeto com dimensões capazes de provocar esse tipo de destruição em setembro já teríamos visto alguma coisa".

Na mesma declaração a NASA garante que nos próximos 100 anos a possibilidade de ocorrer um desastre com tais proporções é de 0,01%.

De acordo com os rumores, o impacto aconteceria entre 15 e 28 de setembro, quando o asteroide à deriva no espaço embatesse no planeta, afetando sobretudo as regiões de Porto Rico, a costa atlântica dos Estados Unidos, o Golfo do México, mas também as regiões centro e sul dos Estados Unidos.

Não é a primeira vez que um rumor do género obriga a NASA a reagir. Em 2012 aconteceu uma situação idêntica.

Esta sexta-feira é precisamente o dia em que um asteroide passará mais perto do nosso planeta nos próximos tempos. Passará a 1.689.811 quilómetros da Terra.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O céu é negro, laranja, verde, azul. A chuva de estrelas foi assim

Chuva de meteoros das Perseidas gerou um espectáculo natural em vários pontos do mundo. Veja as fotos.

O céu surge castanho, pontilhado a branco; azul esverdeado, claro como se não fosse noite; com manchas azuis, laranja, rosa. O céu é o mesmo, mas "pintado" de forma diferente, consoante o ponto do mundo, pela chuva de meteoros das Perseidas. Assim foi na última noite.

As Perseidas são uma "chuva de estrelas" resultante da passagem da Terra, na sua órbita à volta do Sol, perto dos detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

Todos os anos, por esta altura, a Terra cruza a órbita do cometa, atravessando zonas onde permanecem esses detritos. A última passagem do cometa junto à órbita da Terra ocorreu em 1992.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Simulador da NASA mostra o que esta a ver a Curiosity

A NASA está a celebrar o aniversário da Curiosity e lançou um simulador que permite ver, através de qualquer navegador da Internet, o que a sonda vê em Marte.

A simulação foi criada com mecanismos e dados reais da Curiosity e da Mars Reconaissance Orbiter. O objetivo da NASA é «oferecer aos utilizadores uma experiência em primeira mão do que é um dia na vida da sonda em Marte», refere a agência espacial.

Os responsáveis da NASA explicaram que processaram as imagens tridimensionais para permitir correr a Experience Curiosity num browser da Internet. «Qualquer um com acesso à Internet pode dar um passeio em Marte», disse Kevin Hussey. A simulação permite ao utilizador controlar a vista do que a Curiosity gravou à superfície do planeta vermelho, tirar uma foto panorâmica e até fazer uma perfuração. Os mapas detalhados incluem pormenores e explicações e oferecem visualizações a partir de diferentes perspetivas.

Veja o que vê a Curiosity aqui.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

NASA junta-se ao Tumblr para trazer uma “dose regular de espaço”

As redes sociais são uma poderosa ferramenta para levar notícias, novidades e conhecimento até todos nós. A NASA, como grande organização que é, juntou-se agora ao Tumblr com o objetivo de trazer aos leitores uma “dose regular de espaço”.

A conta principal tem como objetivo partilhar imagens e vídeos sobre o trabalho da NASA, enquanto que duas das outras páginas ir-se-ão focar em duas missões espaciais. Uma ir-se-à focar na missão Mars curiosity, e a outra irá seguir o astronauta Peggy Whitson enquanto este treina para a sua missão de seis meses na Estação Espacial Internacional.
A NASA afirma querer oferecer uma “dose regular de espaço” às pessoas, tendo começado a utilizar as redes sociais para publicar notícias e atualizações sobre as suas missões espaciais. Por vezes, até encorajam o público a participar no Twitter.

Cometa Tchouri e sonda Rosetta atingem ponto mais perto de sempre do Sol

O cometa "Tchouri", onde se encontra a sonda europeia Rosetta, atingirá na quinta-feira o ponto de órbita mais próximo do sol, permitindo uma nova etapa na procura das origens da vida na Terra.

Os cientistas esperam recolher partículas orgânicas deixadas pela formação do sistema solar e presas durante 4.600 milhões de anos no gelo deste cometa.

Os cometas são pequenos corpos do sistema solar constituídos por um núcleo de gelo, materiais orgânicos e pedras, cercado de poeiras e gás.

Ao aproximarem-se do sol, as camadas de gelo interiores de um cometa transformam-se em vapor, provocando tempestades de gás e poeira e projetando partículas.

E se o cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko, batizado de Tchouri, passar por esta alteração, a sonda Rosetta a orbitar nas suas proximidades está pronta para registar quaisquer pistas sobre como o sistema solar foi formado.

"Este é o momento de maior ação", disse à agência noticiosa France Presse o conselheiro científico da Agência Espacial Europeia (ESA), Mark McCaughrean, acrescentando que o momento oferece "a maior Oportonidade para recolher material para analisar, quando se procura espécies raras de moléculas", especialmente [componentes] orgânicos.

"Queremos olhar para o material mais puro que poderá ser expelido" pelo interior da camada de pó de gelo, retirada da superfície, acrescentou.

A sonda Rosetta, lançada em março de 2004, e a orbitar o cometa 67/P desde o ano passado, atingirá o seu ponto mais próximo do Sol ou periélio- cerca de 186 milhões de quilómetros -- por volta das 02:00 TMG (03:00 em Lisboa) na quinta-feira, antes de embarcar em mais uma órbita oval que durará 6,5 anos.